Avassaladora fará consumista desencadeada a partir da Revolução Industrial, potencializada com o avanço tecnológico dos meios de produção e universalizada pela mídia na era da globalização, está custando caro ao planeta. Há evidentes sinas de exaustão dos recursos naturais não-renováveis, já denunciados em sucessivos relatórios do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), no estudo divulgado pela organização não-governamental WWF, segundo o qual “ o consumo de recursos naturais já supera em 20% ao ano a capacidade do planeta de regenerá-los”, ou, ainda no relatório Estado do Mundo 2004, Worldwatch Institute, no qual se afirma que “ o consumismo desenfreado é a maior ameaça à humanidade”. Os pesquisadores do Worldwatch denunciam que “altos níveis de obesidade e dívidas pessoais, menos tempo livre e meio ambiente danificado são sinais de que o consumo excessivo está diminuindo a qualidade de vida de muitas pessoas”. O lado perverso desse consumo excessivo é que ele se restringe a uma minoria concentrada principalmente nos países ricos. Apenas 1,7 bilhões dos atuais 6,3 bilhões de pessoas que habitam o planeta têm hoje condições de consumir além das necessidades básicas. Ainda assim, a demanda por matéria-prima e energia cresce, precipitando o mundo na direção de um impasse civilizatório: ou a sociedade de consumo enfrenta o desafio da sustentabilidade ou teremos cada vês menos água doce e limpa, menos florestas, menos solos férteis, menos espaço para a monumental produção de lixo e outros efeitos colaterais desse modelo suicida de desenvolvimento.
Cada um de nós, independentemente do poder aquisitivo, pode fazer a sua parte na construção de uma nova sociedade de consumo, em que a compra de cada produto ou serviço seja procedida de alguns pequenos cuidados. Dar preferências aos fabricantes ou comerciantes comprometidos com a energia limpa, redução e reaproveitamento de resíduos, reciclagem de água, responsabilidade social corporativa e outras iniciativas sustentáveis é um bom começo. Assim como checar se o que pretendemos adquirir é realmente necessário e fundamental. O conceito de necessário viria de pessoa para pessoa, é assunto de foro íntimo. Mas pode-se descobrir, nesse exercício, os sintomas de uma doença chamada oneomania, ou consumo compulsivo, que, de acordo com pesquisa do Instituto de Psiquiatria dos Hospital das Clínicas de São Paulo, acomete aproximadamente 3% da população brasileira, em sua maioria mulheres. É gente que usufrui apenas do momento da compra, para muito rapidamente deixar o produto de lado e, não raro, mergulhar num sentimento de culpa ou em agiotas oneomaníacos.
O fato é que a maioria dos brasileiros simplesmente não tem a opção de consumir mais do que o necessário. De acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF/2003) do IBGE, considerando a soma dos rendimentos e das despesas das famílias brasileiras, somente naquelas em que a faixa média de renda ultrapassa os 4 mil reais por mês há algum dinheiro sobrando. Nesses casos, tem-se a opção de consumir algo mais com relativo conforto. Estamos falando de uma minoria estimada em 17 milhões de brasileiros. Por essa conta, 165 milhões estariam excluídos da f arra consumista, mas não isentos do bombardeio de anúncios que abrem o apetite para sonhos de consumo irrealizáveis e que, muitas vezes, geram ansiedades, angústia e frustração. A resignação é o caminho. A depressão, um risco . A violência, uma possibilidade.
Por tudo isso, em diversas partes do mundo celebrou-se ontem o Buy NOthing Day (“Um dia sem compras”), protesto simbólico idealizado pela ONG canadense Adbuster Foundation Media (http://www.adbusters.org/), que há 13 anos vem sugerindo nessa data uma pausa no transe de consumo. Desprezado pela grande mídia, o protesto na verdade é um alerta para a urgência de mudarmos hábitos e comportamentos fortemente arraigados em nossa cultura. No Brasil, o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente (http://www.akatu.net/) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor ( http://www.odec.org.br/) também desenvolvem campanhas alertando os consumidores. O consumo é fundamental à vida. O consumismo desequilibra a vida. Tomar partido a favor do consumo consciente, como sugerem essas organizações, é uma questão de sobrevivência.
Publicado no jornal O Globo em 27/11/2004,
um dia depois do Buy Nothing Day
(“Um dia sem Compras).
Cada um de nós, independentemente do poder aquisitivo, pode fazer a sua parte na construção de uma nova sociedade de consumo, em que a compra de cada produto ou serviço seja procedida de alguns pequenos cuidados. Dar preferências aos fabricantes ou comerciantes comprometidos com a energia limpa, redução e reaproveitamento de resíduos, reciclagem de água, responsabilidade social corporativa e outras iniciativas sustentáveis é um bom começo. Assim como checar se o que pretendemos adquirir é realmente necessário e fundamental. O conceito de necessário viria de pessoa para pessoa, é assunto de foro íntimo. Mas pode-se descobrir, nesse exercício, os sintomas de uma doença chamada oneomania, ou consumo compulsivo, que, de acordo com pesquisa do Instituto de Psiquiatria dos Hospital das Clínicas de São Paulo, acomete aproximadamente 3% da população brasileira, em sua maioria mulheres. É gente que usufrui apenas do momento da compra, para muito rapidamente deixar o produto de lado e, não raro, mergulhar num sentimento de culpa ou em agiotas oneomaníacos.
O fato é que a maioria dos brasileiros simplesmente não tem a opção de consumir mais do que o necessário. De acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF/2003) do IBGE, considerando a soma dos rendimentos e das despesas das famílias brasileiras, somente naquelas em que a faixa média de renda ultrapassa os 4 mil reais por mês há algum dinheiro sobrando. Nesses casos, tem-se a opção de consumir algo mais com relativo conforto. Estamos falando de uma minoria estimada em 17 milhões de brasileiros. Por essa conta, 165 milhões estariam excluídos da f arra consumista, mas não isentos do bombardeio de anúncios que abrem o apetite para sonhos de consumo irrealizáveis e que, muitas vezes, geram ansiedades, angústia e frustração. A resignação é o caminho. A depressão, um risco . A violência, uma possibilidade.
Por tudo isso, em diversas partes do mundo celebrou-se ontem o Buy NOthing Day (“Um dia sem compras”), protesto simbólico idealizado pela ONG canadense Adbuster Foundation Media (http://www.adbusters.org/), que há 13 anos vem sugerindo nessa data uma pausa no transe de consumo. Desprezado pela grande mídia, o protesto na verdade é um alerta para a urgência de mudarmos hábitos e comportamentos fortemente arraigados em nossa cultura. No Brasil, o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente (http://www.akatu.net/) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor ( http://www.odec.org.br/) também desenvolvem campanhas alertando os consumidores. O consumo é fundamental à vida. O consumismo desequilibra a vida. Tomar partido a favor do consumo consciente, como sugerem essas organizações, é uma questão de sobrevivência.
Publicado no jornal O Globo em 27/11/2004,
um dia depois do Buy Nothing Day
(“Um dia sem Compras).




3 comentários:
eu acho que se nós não tomarmos uma providencia o mundo=nós vai acabar.Então vamos tomar uma providencia economizar água,tentar não lavar os carros,quando for escovar os dentes feche a torneira
grupo:Lucas R´.,Gabriel,Gustavo e Matheus R.
Nos achamos que o consumo anbiental e muito inportante para a saude das pessoas.Achamos que as pessoas tem que economizar agua pois a agua e muito importante porque tem pouca no nosso planeta.Uma coisa que ajudaria é a reciclagem(separação de plastico,vidro,etc)
NOMES:
Tiago Junqueira
Lucas junqueira
Matheus goulardins
Que isso consientize sobre a exaustão dos recursos naturais não-renvaveis.Como mostra a frase asseguir (“ o consumismo desenfreado é a maior ameaça à humanidade”),mostra a pura verdade do que esta acontecndo na terra, pois é só eles descobrirem que há recursos naturais que produzem dinheiro eles extrai tudo e não se preocupam com a natureza só se preocupam com o dinheiro que eles vão ganhar em troca.E isso prejudica muito a floresta,ou a sociedade faz alguma coisa ou vai ter: menos agua doce limpa, menos florestas,menos sólos férteis,mais espaço para a produção de lixo, e outros problemas.Se cada um de nós ajudarmos,não importa a classe social, não vai ter problemas tão grave como esses.Nós podemos ajudar comprano produtos que devem ter alguns cuidados, comprar produtos cujo o fabricante(ou comerciante)é comprometido em tirar recursos da natureza sem prejudica-la;você pode descobrir um sitoma de uma doença chamada oneomania.O principal sintoma é:gente que usufrui apenas do momento da compra, para muito rapidamente deixar o produto de lado.Iso prejudica muito a natureza pois a pessoa na hora da compra não pensa em nada.E só vai comprando e dixa isso encostado. espero que depois de le o texto você esteje consiente do CONSUMO CONSCIENTE.
Nátalia,Karina,João Paulo
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